terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nuvens - Suas Alturas

Boa leitores,
A um tempo atrás eu fiz uma postagem sobre como são formadas as nuvens.
Bom, hoje vamos falar de como calcular a altura delas, o qual é um método simples.

Vamos começar com alguns conceitos básicos:

Processo adiabático: é o processo termodinâmico que contém as variações de temperatura e pressão sem considerar as alterações no volume. Um volume de ar que sobe na atmosfera vai penetrando em áreas de pressões cada vez menores e, em consequência, vai se expandindo, provocando resfriamento.
No caso contrário massas de ar que se afundam na atmosfera ganham temperatura.

Transformações adiabáticas:

1- Razão adiabática seca: gradiente vertical do ar seco que é igual a: 1ºC/100m. Isso significa que, a cada 100m que o ar seco sobe, ele perde 1ºC.

2- Razão adiabática úmida: gradiente vertical do ar saturado, varia entre 0,4ºC/100m até 1ºC/100m, para cálculos utilizamos o valor de 0,6ºC/100m (2ºC/1000 pés), ou seja a cada 1000 pés nós perdemos 2ºC ou, a cada 100m perdemos 0,6ºC.

OBS: Gradiente do Ponto de Orvalho: a temperatura do ponto de orvalho decresce, em média, 0,2ºC/100m.

Ponto de Orvalho significa que, quando a temperatura chegar naquele ponto, a água presente na atmosfera irá se condensar, isso quase sempre se torna uma chuva, nevoeiro, entre outros...

Nível de condensação convectiva (NCC): é o nível onde o ar saturado se condensa e dá origem a nuvens. Neste nível a temperatura do ar é igual a temperatura do ponto de orvalho. A altura do NCC equivale à altura da base das nuvens.

Bom, depois de um monte de conceitos podemos prosseguir para o nosso cálculo de base de nuvens,
o qual tem uma fórmula simples:



H = 125 x (TT - TdTd)

H = Altura em metros
125 = uma constante definido por um cálculo matemático para os gradientes de ponto de orvalho e temperatura.
TT = Temperatura na superfície (ºC)
TdTd = temperatura do ponto de orvalho na superfície (ºC)

Vamos ao um exemplo:

1- Calcule a altura da base das nuvens, sabendo que a temperatura do aeródromo é de 20ºC e a temperatura   do ponto de orvalho é 16ºC.

H = 125 x (20 - 16)
H = 125 x 4
H = 500

Ou seja, as nuvens estão sendo formadas a 500m de altura.

2- Sabe-se que nuvens estão sendo formadas a 600m de altura, e a temperatura na base da nuvem é de 14ºC, calcule a temperatura do ponto de orvalho e temperatura no aeródromo.

Para a temperatura do aeródromo basta utilizar o gradiente adiabático seco, o qual diz que a cada 100m se perde 1ºC. Como vamos descer, a cada 100m vamos ganhar 1ºC.

1x6 = 6
Temperatura no aeródromo = 14 + 6 = 20.

Para a temperatura do ponto de orvalho no aeródromo basta utilizar o gradiente adiabático, o qual diz que cada 100m se perde 0,2ºC, no caso contrário vamos ganhar 0,2ºC, pois estamos descendo ao invés de subindo.

Sabemos também que no NCC a temperatura do ponto de orvalho é igual a temperatura, então Temperatura = 14, Ponto de Orvalho = 14.

Logo:

0,2 x 6 = 1,2
Ponto de Orvalho do Aeródromo: 14 + 1,2 = 15,2 ºC

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Bom pessoal vou, ficando por aqui,
Espero que tenham entendido, e caso queiram tirar dúvidas ou mais questões,
podem entrar em contato via meu e-mail: igorponceips@gmail.com
ou enviar comentários nesta postagem.

Por hoje é só,
Até a próxima!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Magnetismo - Imãs e Bússola

Boa leitores do blog,
Antes de mais nada vou justificar a falta de posts no blog,
me desculpem, porém descansei um pouco, fiquei de férias
da Escola de Aviação, e fui aproveitar o tempo...

Agora que estou de volta vamos iniciar o post falando sobre o que todo mundo sabe que existe mas não entende como funciona.

Quando falamos em magnetismo as pessoas logo pensam em um imã, porque sabem que este possui o poder da atração magnética.
O magnetismo está intimamente ligado ao movimento dos elétrons nos átomos, pois uma carga em movimento gera um campo magnético. O número e a maneira como os elétrons estão organizados nos átomos constituintes dos diversos materiais é que vai explicar o comportamento das substâncias quando sobre influência de um campo magnético de uma segunda substância (leia sobre a Teoria dos Spins).




Os materiais magnéticos geralmente constroem um campo ao redor de si cujo é a influência de cargas elétricas em movimento e imãs permanentes. 

O imã gera um campo magnético em torno dele:
O sentido deste campo é sempre do Polo Norte (magnético) para o Polo Sul (magnético).
A terra gera um campo magnético em volta de si, o campo é semelhante ao de um ímã de barra, mas essa semelhança é superficial. O campo magnético de um ímã de barra, ou qualquer outro tipo de ímã permanente, é criado pelo movimento coordenado de elétrons (partículas negativamente carregadas) dentro dos átomos de ferro. O núcleo da Terra, no entanto, é mais quente que 1043 K, a temperatura de Curie em que a orientação dos orbitais do elétron dentro do ferro se torna aleatória. Tal aleatorização tende a fazer a substância perder o seu campo magnético. Portanto, o campo magnético da Terra não é causado por depósitos magnetizados de ferro, mas em grande parte por correntes elétricas do núcleo externo líquido.

Sabemos então que a Terra possui dois polos, e também sabemos que imãs tendem a se atrair Polo Norte -> Polo Sul (Magnético), então é fácil pensar em uma construção de uma bússola.
O instrumento é feito de uma agulha imantada a qual seu norte magnético é atraída pelo sul magnético do planeta apontando assim para o Norte Geográfico (com um pequeno desvio).


Bom pessoal, espero que tenham entendido o funcionamento da bússola.
Tentei resumir ao máximo para ficar uma coisa fácil de se compreender.
Por hoje é só,
até a próxima!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CCF - O desfecho da história

Em outubro eu havia feito um post sobre Superação e Força de Vontade relacionado com a aviação no qual contava minha história relacionada a saúde e o CCF.

E hoje, dia 13/12/2011 foi meu segundo dia no HASP (Hospital da Aeronáutica de São Paulo), e o resultado foi...

Bom, domingo eu fui correr atrás de passagem de ônibus pois minha carona para o hospital foi cancelada, e como eu precisava subir a serra, fui me virar. Comprei o bilhete para as 04:30h da manhã com horário previsto de chegada as 05:30h no terminal Jabaquara.

Na noite do mesmo dia, às 23:59h eu ainda não tinha conseguido dormir, pois estava sem sono e temia o que poderia acontecer no outro dia, acabou que tive somente 2h de sono.


Na segunda-feira (12/12/2011), acordei as 03:30h e me dirigi à Rodoviária de Santos com destino à São Paulo, a condução cumpriu o horário previsto, segui para o metrô (o qual eu nunca tinha andado antes hehe) com um amigo da EACON, descemos na estação Carandiru e fomos andando a pé até o HASP.

Encontrei com o pessoal e fomos iniciar os exames...
Teve uma parte que eu me perdi do pessoal devido um atraso no meu exame de eletrocardiograma, fui tirar dúvida para saber onde estava meu grupo e... Recebi uma resposta um "pouco" áspera de uma senhora que trabalha há séculos lá:
- Ih? Se vira... Momento FICA A DICA: Se, por ventura você for neste mesmo recinto para obter seu certificado, e, caso se perca e necessite de ajuda, NÃO peça informação, pois vai receber uma resposta igualzinha a esta.

Eu fiquei indignado, para que um tratamento deste? Parece que estamos lá de favor, pelo contrário, pagamos pelo serviço e ainda somos tratados com descaso, mas isso fica a parte...

Chegou a hora, o momento de se pesar e medir a altura, e, quando subi na balança marcou exatos 81,3kg (Total emagrecido: 26kg).

Primeiro dia completo, agora partimos para o segundo dia, onde seria feito o exame psicotécnico e psiquiátrico, e, tirei uma conclusão, no momento você fica com muitas dúvidas na cabeça com medo de ser reprovado por coisa simples nos testes de desenho e escrita.


Depois fomos realizar o ultimo exame no otorrino e nos dirigimos ao Boulevard (uma sala de espera do recinto) aguardando o resultado final.

Passaram-se 45 minutos e começou a aparecer senhas do nosso grupo em uma tela, todos recebendo o CCF, menos eu, todos indo embora, menos eu, todos felizes menos eu, porém, depois que todos foram embora e só ficou o Felipe (amigo da EACON) que estava me esperando já com o seu documento e mãos, um soldado da aeronáutica começou anunciar uns nomes, e, o meu foi chamado: era o meu certificado!!!


Na hora me veio uma sensação de alívio com satisfação de ter visto que todo aquele tempo que eu me esforcei não foi em vão, e, realizei mais uma conquista para minha pessoa!

Preciso agradecer algumas pessoas, que, me sempre me deram aquela palavra de apoio: minha mãe, amigos da aviação, amigos em geral, e familiares.

E, pessoas na aviação que eu me inspiro como: Jean Moreira do Causos de um Aviador e Alexandre Sales do Canal Piloto. - Pois esses, sempre me ajudaram quando eu tinha uma dúvida referente à algo que eles já haviam passado mas eu não, e mostram o esforço que fazem finalizar a missão de se tornar um Piloto Comercial.

Termino este post com grande alegria e já traçando meu próximo objetivo:
BANCA DA ANAC.

107kg - 26kg = 81kg + CCF

Boa até a próxima!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Visita ao Aeroclube de Itanhaém

Boa leitores,

No sábado (02/12/2011), fui acordado as 08:00h com uma ligação a cobrar do meu amigo Alex Felix, o qual faz curso de PP comigo na EACON. Ele me convidou a fazer uma visita no aeroclube de Itanhaém, junto com o nosso outro amigo Marco Antonio.

Após 1h de viagem, chegamos no nosso destino, mas antes demos uma passada na casa do Marco, para o mesmo trocar sua roupa pois passou a noite em Santos com o uniforme de piloto. (kkkk)

Prosseguimos para o aeroclube, de inicio eu vi um Paulistinha decolando:



Havia um senhor, acho que ele era algum responsável do aeroclube porém não tomou uma iniciativa de falar com a gente, então fomos direto para a parte da frente onde nós tiramos fotos de algumas aeronaves, bem como o Cessna e o Paulistinha de instrução:


Mas não bastava pra gente ficar olhando de fora, a gente queria ver mais e mais de perto, então resolvemos falar com o responsável, e ele nos autorizou a entrada no Hangar:


Lá havia uma aeronave acrobática, um experimental e um Bonanza:


Após fomos conhecer o aeroporto de Itanhaém, o qual conta com uma estrutura que superou minhas expectativas:




Aeroporto Antônio Ribeiro Nogueira Junior (SDIM)
Aeródromo Público
Altitude: 13ft
Cabeceiras: 15/33 - 1350 x 30 m - Asfalto
Operação: Diurna - VFR

No saguão, nos conhecemos um grupo de pilotos do aeroclube de Toledo no Paraná, o qual estavam fazendo o transporte de um PA-18, e estavam aguardando a melhora do tempo.

Após tudo isso, nos retiramos para a casa do Marco onde comemos uma pizza e ficamos passando o tempo no flight simulator... Por volta das 16:00h eu e Alex resolvemos voltar para nossas respectivas casas.

Para encerrar, uma foto do grupo:



Por hoje é só,
até a próxima!